domingo, março 01, 2009

Punta del Diablo






Nesse feriado de Carnaval mudamos o tradicional destino de Santa Catarina e fomos para Punta del Diablo, que é uma das primeiras praias do Uruguai depois do Chuí. A praia de pescadores está crescidinha, com uma certa estrutura, mas mantém vários aspectos de praias pouco habitadas. Isso traz um pouco de estrutura básica para quem vai (casas, chalés, hostal, hotel, minimercados, alguns restaurantes, sorveteria, padaria), aliado a um bom descanso longe das multidões.

A viagem de carro ou ônibus para o Uruguai é sempre animadora (detalhe: não tem ônibus direto para Punta Del Diablo. Nós fomos de carro): estradas em boas condições, com movimento razoável e uma paisagem inspiradora do sul - pastagens, céu que parece tocar o chão, horizonte sempre visível e distante.

Ao chegar em Punta del Diablo, o que mais chama a atenção é a arquitetura. Esquisitíssimas, as casas não parecem obedecer ruas. Estão viradas em todos os sentidos. O que poderia parecer um emaranhado de caixotes, se diferencia pelas cores e abundâncias de janelas envidraçadas com vistas para o mar ou para a paisagem. Um charme.

O povoado tem três praias, que são divididas pela "Punta del Diablo" propriamente dita - uma reentrância de pedras no mar. Para a direita, fica a praia de La Viuda, com pôres do sol incríveis. Para a esquerda, estão a Praia dos Pescadores e a Praia del Rivero. A praia de la Viuda e a praia del Rivero são grandes, de mar aberto, mas ao fundo delimitadas por bonitas pedras. O mar é agitado, bom para o surf, eu imagino.

Uma caminhada informal pelas pedras do fim da praia del Rivero nos revelou uma outra praia, ainda maior, e de mar mais calmo, que possibilita inclusive nadar e boiar tranquilamente. É a Praia Grande, que já não faz mais parte de Punta del Diablo e sim de Santa Tereza.

O clima em fevereiro é bom, com manhã e noites frias, recheadas de dias quentes, bons para a praia. Nós pegamos dois dias de muita chuva e frios e três dias de sol. Conversando com o pessoal local, parece que janeiro tem mais vento e março é muito bom, porque há uma mudança na maré que deixa a água mais quente. Nessa época, chegam os turistas americanos, que buscam a paz do período pós-férias.

Postei algumas fotos no Flickr. Dessa vez não fiz muitas. Estava a fim de descansar. Para mais informações sobre a praia, inclusive hospedagem, o site Portal del Diablo é ótimo.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Doe alimentos

No site do Banco de Alimentos, com um clic, você doa alimentos. Bem legal!

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Chá

Eu amo chás! São saborosos, cheirosos, inspiradores, relaxantes.

E, o site Adagio Teas é uma perdição.

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Dia:Beacon









Em novembro, quando eu fui para Nova York, um dos lugares que eu visitei e que mais me impressionou foi a Dia:Beacon, tanto em termos obras expostas, quanto de modelo de instituição e também de espaço e arquitetura. Escrevi esse texto para o site da Fundação Iberê Camargo sobre isso. Reproduzo-o aqui embaixo:

Dia:Beacon

Localizada às margens do rio Hudson, a 80 minutos de Nova York, a Dia:Foundation mostra seu acervo de obras de grande dimensão de artistas dos anos 1960 e 1970

A visita começa bem antes – ainda na Estação Central de Nova York, enquanto o visitante espera pelo trem. A beleza da estação encanta. O trem que vai para Beacon é pontual e desliza vagarosamente às margens do rio Hudson. Uma paisagem de encher os olhos e esvaziar a cabeça. Um momento de introspecção que prepara a visita. Uma hora e pouco depois se chega a Beacon. A Dia:Beacon, um braço da Dia:Foundation, talvez o maior deles, fica a cinco minutos de caminhada da estação.

O prédio, que reflete a típica arquitetura industrial do início do século passado, foi construído na década de 20 para abrigar uma fábrica da Nabisco. O dono mais recente da antiga fábrica foi a International Paper, que a doou para a Dia:Foundation. Às margens do Hudson, o enorme pavilhão se relaciona com o entorno através de grandes aberturas envidraçadas e de um jardim, projetado pelo artista Robert Irwin, que também desenhou todo o interior da Fundação. Graças a isso, muitas obras de alguma maneira também se relacionam com o exterior e a paisagem. Outro dado importante ligado à museografia é que a instalação das obras, sempre que possível, foi feita com a participação dos artistas.

Mas, talvez o que mais impressione ao entrar, seja a abundância de espaço e o conforto de estar nele, proporcionado pelo silêncio e por sofás confortáveis, que permitem o deixar-se estar em frente a uma obra por horas. Essa quebra, em relação aos museus concorridos e lotados de Nova York, ajuda a melhorar a experiência da visita e facilita o contato com as obras.

A Dia:Beacon foi aberta em 2003 com o objetivo de trazer para o público obras de grande porte da Dia:Foudation, que não podem ser mostradas em museus tradicionais pelas suas dimensões. A coleção tem um foco em artistas dos anos 60 e 70 e grande parte foi comprada ou mesmo financiada entre 1974 e 1983. No início dos anos 2000, outras obras foram incorporadas à coleção, mas sempre de artistas da mesma geração e com afinidade com os artistas já participantes da coleção. “Um diferencial da Dia é que ela financia e acompanha artistas individualmente”, esclarece Lynne Cooke, curadora da Fundação.

Um dos pontos altos da Dia é a coleção de minimalismo, que está em cartaz em Beacon. Artistas como Donald Judd, Dan Flavin, Michael Heizer e Fred Sandback podem ser vivenciados em amplas salas, que dão conta de mostrar um conjunto de obras significativas de suas produções. “Esses artistas acreditavam que para melhor entender os seus trabalhos o contexto em que eles estavam expostos seria fundamental. Não são trabalhos de arte conceitual, eles precisam ser experimentados fisicamente no tempo e no espaço ”, afirma Cooke.

Outro ponto imperdível da visita são as obras de Richard Serra: além de pequenas salas de trabalhos únicos, há um espaço dedicado a três esculturas monumentais do artista. Nessas esculturas é importante a experiência individual e solitária do visitante. Elas são grandes elipses irregulares, em que é possível entrar e vivenciar diferentes sensações, que vão da curiosidade ao medo.

A Dia:Beacon expõe ainda diversos trabalhos de um time de primeira linha, que inclui: Bernd and Hilla Becher , Joseph Beuys , Louise Bourgeois, John Chamberlain, Hanne Darboven, Walter De Maria, On Kawara, Imi Knoebel, Sol LeWitt, Agnes Martin, Bruce Nauman, Max Neuhaus, Blinky Palermo, Gerhard Richter, Robert Ryman, Robert Smithson, Andy Warhol e Lawrence Weiner.

A cada cinco anos as obras expostas são alteradas, mas os trabalhos mais significativos não são tirados de exibição. Algumas exposições temporárias de longa duração também são realizadas. Até setembro desse ano, por exemplo, pode ser vista a mostra Sol LeWitt, Drawing Series..., e, em maio, inaugura a exposição Antoni Tàpies – Works from 1960s and 1950s.

No site da Dia:Foundation é possível conhecer mais sobre a Fundação e suas outras sedes, espalhadas em Nova York e em outros lugares dos Estados Unidos. Entrando no link específico da Dia:Beacon pode-se ver algumas imagens dos trabalhos de cada artista e ler textos, em inglês, sobre suas trajetórias.

Um dia inteiro em Beacon deixa com vontade de voltar. A Dia:Beacon fecha às quatro da tarde. Hora de sair rumo à estação de trem. A viagem de volta é rápida. Mal dá tempo de assimilar tudo o que foi visto. Por outro lado, pode-se dizer que a viagem não tem fim, que ela vai criando conexões ao longo do caminho, em todos os outros museus e galerias que se visita ou num livro que se abre. Quando for a Nova York, não esqueça de incluir em sua agenda uma viagem a Beacon. Ou, planeje uma especialmente para isso. O conjunto de obras que está ali não pode ser visto em nenhum outro lugar.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Conchas

Que tal adotar uma concha por um ano e depois devolvê-la ao mar? É isso que propõe o projeto Adote uma Concha, da artista Melissa Flôres:

"Em dezembro de 2008, foi lançado em Porto Alegre o projeto Adote uma Concha. Sob coordenação da artista Melissa Flôres, a idéia é devolver ao litoral sul 186 conchas. Essa amostragem foi recolhida da Praia dos Amores no litoral de Santa Catarina, devido à diminuição das populações de conchas, provocada por alterações na natureza, como o estreitamento das faixas de areia e ocupação urbana de espaços naturais.

A idéia é que as conchas tenham pais adotivos, que podem ficar até um ano com a concha e devem devolvê-la ao mar. É possível escolher o tamanho e a cor da concha. Ainda há cerca de 30 conchas esperando adoção.

Mais informações sobre as conchas e o projeto podem ser obtidas no site do projeto. Quem quiser adotar uma concha, pode entrar em contato pelo e-mail adote.uma.concha@gmail.com
"

Eu estou pensando seriamente em adotar uma.

sábado, janeiro 17, 2009

Uma história muito boa

Na semana passada, eu participei de uma encontro com o público na Arena. No dia seguinte, eu recebi um e-mail com uma história muito boa sobre o curta com o Philip Glass. Publico aqui na íntegra:

Olá, Camila
Assisti ao evento na Arena, na sexta feira, e queria, em primeiro lugar, te parabenizar pelos teus trabalhos, gostei muito... Gostaria de ter falado contigo no dia, mas achei que não era algo que interessaria aos demais presentes, e ao final realmente tinha que sair logo. Entretanto, queria te contar essa história, que bem dava um filme (ou pelo menos um conto)!
Bem, trabalho há algum tempo em uma área de intersecção entre dois campos da minha formação: a psicanálise e a música, fazendo algumas atividades com bebês. Portanto, ao comparecer ao evento, o teu trabalho sobre Philip Glass me interessava particularmente. Já ao início, a associação entre os fios de luz e uma pauta me pareceu bastante interessante, pois eu (como acredito que outras pessoas ligadas à música também fazem) desde criança ando pelas ruas distribuindo canções entre postes de luz, usados como barras de compasso. Qual não foi minha surpresa, entretanto, ao ver aquele piano à deriva no Guaíba, pois já o conhecia de outras eras e a cena desvendava um mistério familiar!
Há alguns meses, estava na casa dos meus pais, de onde se tem uma vista espetacular do Guaíba, às voltas com minha filha recém nascida, quando a senhora que trabalha com eles começou a andar pela casa dizendo estar vendo um piano no meio do rio. Depois de ter morado lá quase toda a vida, vimos muitos tipos de barcos e navios passando, além de outras coisas extraordinárias, mas realmente, um piano, nunca. Então, ninguém deu muita bola, achando tratar-se de algo com formato semelhante, ou uma associação qualquer dela, que também convive com o piano da casa há muito tempo. Mas quando levantei os olhos do berço, vi de fato um piano, o teu piano! Aí fui buscar a câmera, que estava lá para fotografar o bebê, a fim de ver melhor, com o zoom, e registrei a passagem do piano, dado o insólito da cena! E o quanto ela estava relacionada ao meu momento... Foi uma pena que não consegui fotografar antes de o piano entrar no Veleiros! Mas as fotos estão, agora, entre outros milhares de fotografias de bebê, e apesar da qualidade e resolução serem baixas, resolvi te enviar, pois duvido que tenhas documentado o documentário deste ângulo da cidade!!!
Abraço
Ana Paula Stahlschmidt




sábado, janeiro 10, 2009

Bô

Eu sei que parece papararicagem pura. E, é mesmo. O Bô é uma amor e está cada dia descobrindo uma coisa nova.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Conversa

Na sexta, dia 9, vou participar do Programa de Verão da Arena, mostrando três filmes e conversando com o público. O encontro é às 18h, com entrada gratuita.

Vou mostrar: Intimidade (35mm, 2004), É pra Presente (Histórias Curtas, 2006) e What are you looking for? – Philip Glass (HDV e Super 8, 2008). São todos curtas, os dois primeiros são ficção e o do Philip Glass é um documentário.

Estão todos convidados. A Arena fica na João Telles, 379/102, em Porto Alegre.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

5 de janeiro

Nada como uma manhã de sol para começar efetivamente o ano.

domingo, janeiro 04, 2009

Mais Bô

Ele dá mais trabalho do que eu imaginava. Mas é uma bola de pêlo adorável:

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Um novo habitante

Ele é uma bola de pêlos branca, muito comilão, muito dorminhoco e muito fuzarquento. Com vocês...

Bô:

terça-feira, dezembro 30, 2008

4 Destinos - Fim

Aqui está o último episódio de 4 Destinos. Ele foi exibido no último domingo:

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Lili na RBS TV no dia 27



O curta Tratado de Liligrafia vai abrir o Curtas Gaúchos desse ano na RBS TV. Ele será exibido no dia 27, às 12h20. Ele foi feito com recursos do Edital Curta Criança do MinC/TVE em 2008.

O curta é inspirado no universo infantil de Mario Quintana e conta a história de Lili, uma menina de 9 anos, que passa um fim-de-semana com o avô e a empregada, porque os pais vão viajar. Sem saber o que fazer com a neta, que está entediada e emburrada, o avô passa a noite criando um jogo lúdico, que envolve poesias e tarefas, inspiradas no mundo de Mario Quintana. Os dois começam a brincar, mas o avô passa mal. Lili, então, assume o comando da brincadeira. A direção é do Fred e o roteiro meu, dele e da Ivana. A produção foi uma parceria entre a Armazém de Imagens e a Okna.

Ficha técnica
Elenco: Luiz Paulo Vasconcellos, Nadya Mendes, Clemente Viscaíno e a atriz mirim Caroline Guedes / Direção: Frederico Pinto / Roteiro: Camila Gonzatto, Frederico Pinto, Ivana Verle / Produção: Aletéia Selonk / Direção de Produção: Jéssica Luz / Direção de Fotografia: Maurício Borges de Medeiros / Direção de Arte: Luis Roque / Figurino: Carolina Sudati / Maquiagem: Baby Marques / Som Direto: Gabriela Bervian / Montagem: Kiko Ferraz / Música: Everton Rodrigues / Edição e Mixagem de Som: Kiko Ferraz / Ilustração: Carla Pilla / Animador: José Maia / Preparação de elenco: Camila Gonzatto / Still: Flávio Dutra / Projeto Contato / Assistente de Direção: Janaína Fischer / Continuísta: Edson Gandolfi

4 destinos - Blumenau

Ontem foi ao ar o episódio de Blumenau de 4 Destinos. Aqui está o vídeo:



No próximo domingo, vai ao ar o último episódio, que foi o que eu dirigi. Quem estiver no Rio Grande do Sul, pode assistir depois do Teledomingo.

terça-feira, dezembro 16, 2008

Times Square

Só estando lá dá para realmente entender o impacto que causou a frase Proteja-me do que eu desejo, da Jenny Holzer, sendo veiculada em um desses painéis eletrônicos.

4 Destinos

A série continua... no domingo passado foi ao ar o episódio da Antonia. Ela vive em Caxias e estuda Moda. Aqui está o vídeo:



No domingo que vem (sempre depois do Teledomingo), será o episódio do Ian, que vive em Blumenau.

sábado, dezembro 13, 2008

NY




Em novembro, passei 15 dias em Nova York visitando museus. Publiquei algumas fotos da cidade no meu Flickr. A cidade tem um ritmo bem forte e muito concreto. De alguma maneira, acho que o que salva ela é o Central Park e os rios em volta.

Entre tudo o que eu vi, acho que a experiência mais forte foi a Dia:Beacon, uma das sedes da Dia Foundation, que abriga trabalhos de grande porte, como esculturas de Richard Serra e Michael Heizer, e muitas obras de minimalistas, como Donald Judd, Dan Flavin, Fred Sandback, entre outros. O lugar é muito legal porque tem muito espaço para ver os trabalhos e confortáveis sofás no meio das salas expositivas. A viagem de Nova York para Beacon é feita de trem, dura 1h30 e tem uma paisagem incrível.

Sem dúvidas, Nova York é uma cidade para voltar muitas vezes.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

4 destinos na TVCom

Pra quem não viu na TV e não quer ver na internet: O episódio 1 de 4 Destinos vai reprisar no sábado, dia 13, às 22h, na TVCom.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

4 Destinos

Bah... me atrasei para postar isso aqui. Mas, ontem estreou na RBS, com transmissão digital, a série 4 Destinos. Eu escrevi os roteiros com a Cris Gomes e dirigi o último episódio, que vai ao ar no dia 28 de dezembro. A idéia geral é contar a história de uma família que vive toda separada: mãe/Luiza, que é de Floripa, está em POA; pai/Fernando, que é de POA está em Floripa; filho/Ian vive em Blumenau; e, filha/Antonia em Caxias do Sul. Temas cotidianos sem muita dramatização vão mostrando como a distância e a proximidade atuam nas pessoas e que muitas vezes esses conceitos são mais abstratos do que a gente pensa.

Aqui embaixo, episódio 1, Florianópolis, dirigido pelo Fred.



Mais detalhes estão no site 4 Destinos.

domingo, novembro 09, 2008

Carta a D.

Incrivelmente belo. A descoberta de si mesmo pelo outro. E o reconhecimento disso.